Publicado em 27.03.2018 - Festas e comemorações - Sem comentários

SUCOTSucot começa no quinto dia após Iom Kipur (15 de Tishrei) com uma transição bastante drástica da data mais solene do ano para a mais alegre do calendário, e por isso é conhecida como zman simchatenu (época da nossa alegria) e como “HeChag” (“A Festa”).

A festa, também conhecida por Chag haAssif (festa da ceifa dos cereais, última colheita do ano agrícola), é a terceira das shalosh regalím (três festas de peregrinação), depois de Pessach e Shavuot. É uma festividade originalmente agrícola, durante a qual se ceifavam os cereais e se comemorava a chegada das chuvas em Israel. Também é atribuída à festa a comemoração da travessia dos judeus no deserto ao longo de 40 anos. Por esse motivo recebeu o nome de Sucot (cabanas), em uma referência ao modo de vida dos judeus durante este período da história. Dura sete dias, ao longo dos quais somos convidados a vivenciar a experiência de se “viver” em uma sucá.

 A sucá

Como símbolo da frágil liberdade conquistada no deserto, a sucá deve ser uma moradia instável, para nos lembrar do passado vivido pelos judeus, do presente e também do futuro desconhecido, convidando-nos a repensar os benefícios e malefícios da estabilidade. O excesso de segurança faz com que as pessoas se acomodem e deixem de valorizar o que possuem, abandonando a busca por seu aprimoramento e esquecendo os caminhos tortuosos que foram percorridos anteriormente até se alcançar a tranquilidade estável. A sucá abala o modo corriqueiro de ver o mundo, pois, se ao longo do ano, acreditamos que nossas seguranças são concretas e seguras, em Sucot nós nos recordamos que a liberdade, a situação econômica e a própria vida são instáveis, e essa consciência permite uma maior identificação com as necessidades de hoje.

Hospitalidade

O mais importante da sucá é que ela seja aberta e receba a todos.

AVRAHAMSucat Shalom

A principal característica do primeiro hebreu é a hospitalidade. Avraham não conheceu a Torá: sua única mitsvá era a hospitalidade, por isso era conhecido por sua tenda (tenda de Avraham), ou Sucát Shalom, onde todos eram acolhidos. Avraham foi quem mais recebeu e hospedou convidados.

Ushpizin

Os patriarcas, matriarcas e outros personagens que visitam diariamente a Sucá (Ushpizin) e desaf­iam a nossa hospitalidade. A Sucá deve ser aberta e preparada para hospedar diferentes tipos de pessoas, de diferentes épocas, fazendo com que todos se sintam acolhidos.

 

Arbaat Haminim – As quatro espécies:

 

  1. Etrog – Tem cheiro e gosto

 

  1. Lulav – Tamareira. Não tem cheiro, mas tem gosto.

 

  1. Hadass – Mirto. Tem cheiro, mas não tem gosto.

 

  1. Aravá – Salgueiro. Não tem cheiro nem gosto.

 

 

TODOS POSSUEM SEU VALOR E IMPORTÂNCIA. O cheiro é uma característica externa, podemos senti-lo sem comer o fruto. Simboliza aquilo que realizamos. Já o gosto é interno: sem ingerir não o sentimos. Por isso simboliza aquilo que sabemos, entendemos e pensamos. Assim, o etrog representa a ação certa com o entendimento correto; o lulav, com o gosto, simboliza o entendimento certo; o hadass, com o cheiro, representa a ação correta; e o aravá, a ausência de ambos. As diferentes possibilidades é que formam a diversidade do povo judeu. Aceitar a diversidade faz com que sejamos melhores anfitriões.

As quatro espécies também podem simbolizar:

– A colheita;

– A necessidade da união na diversidade;

– As quatro letras do nome de Deus;

– As diferentes partes do corpo humano;

– As diferentes formas de ser judeu e humano;

Todos os simbolismos falam de DIVERSIDADE. Apenas reconhecendo as diferenças

é que é possível se fortalecer e se aprimorar constantemente.

 

והוי מקבל את כל האדם בסבר פנים יפות

“Receba toda pessoa de bom modo”. Pirkê Avot, 1:15

 

Conceitos importantes

chag sameach: Boas festas!                          sucá; sucot: cabana(s)
sucá ksherá: cabana apta, adequada            sukat shalom: cabana da paz
schach: folhagem                                          leishev (ieshivá) basucá: sentar na sucá
arbaat haminim – 4 espécies                         ushpizin: recepção de visitas
Culinária

GELEIA DE ETROG

Ingredientes

– 1 etrog grande         – 1 laranja

– 1 grapefruit              – 3 xícaras de açúcar

Modo de Fazer

Lave as frutas, corte na metade e remova as sementes. Corte-as em pedaços de 3cm. Coloque numa tigela com água suficiente para cobrir. Cubra com filme plástico, e deixe de molho por uma noite. No dia seguinte, transfira as frutas e a água para uma panela. Deixe ferver sem tampar por 30 minutos. Escorra em peneira fina, e transfira as frutas para uma xícara de medida. Você deverá obter 3 xícaras. Coloque no processador e pulse por três a quatro vezes. Transfira para a panela. Adicione uma xícara de açúcar para cada xícara da polpa. Leve ao fogo, mexendo constantemente, até dissolver o açúcar. Deixe ferver descoberto por 30 minutos, mexendo frequentemente, até que a geleia engrosse. Despeje em vidros esterilizados, cubra e após esfriar, ponha na geladeira.

Tempo total de cozimento: 20 minutos (após uma noite de molho).

Tipo da receita: fácil.

Rendimento: 4 xícaras.