Publicado em 27.03.2018 - Festas e comemorações - Sem comentários

ROSH HASHANÁO Ano Novo Judaico acontece no primeiro e no segundo dia do mês de Tishrei, que é o sétimo mês do calendário bíblico.

Rosh haShaná difere do ano novo ocidental não apenas em sua data, mas também na forma de celebração: ao invés de festas destinadas a divertir e esquecer, busca-se lembrar para avaliar e aprimorar. Por isso é conhecida também como Iom haZicaron, Dia da Recordação, e como Iom haDin, Dia do Julgamento.

Os quatro nomes:

Iom Truá: este é o nome do chag na Torá, descrevendo que, no primeiro dia do mês de

Tishrei, deve-se tocar o shofar (e, por isso, esta é a principal mitsvá da data). Somente depois do período bíblico foram atribuídos outros significados à festa, como a criação do ser humano e o começo do ano. Também se atribui o nome Zichron Truá, pois tradicionalmente não se toca o shofar durante o Shabat, então nós somente lembramos seu toque quando esta data incide no Shabat.

Iom haZicaron: Dia da Lembrança. Indica que devemos nos recordar de nossas ações, bem como do aniversário da humanidade. Enquanto o começo do ano na cultura ocidental é uma celebração para se esquecer, com festas animadas e acontecimentos extraordinários que nos ajudam a não lembrar as coisas ruins que se passaram, no judaísmo esta é uma data para lembrar, uma vez que um ano se passou e devemos nos recordar e avaliar o que fizemos ou não com o tempo, o que foi feito de errado e que requer conserto, ou ainda como seremos melhores para o novo período que está por vir.

Iom haDin: outro nome dado à festa é Dia do Julgamento, pois nesse período, com base no que fizemos no ano que passou, nos auto avaliamos, julgando nossas próprias ações e acreditando que estamos diante de um julgamento de nossa vida pessoal, comunitária e também como membros da humanidade.

Rosh haShaná: é o nome mais moderno do chag e o único que não aparece na Torá, apenas no Talmud. Significa, literalmente, “cabeça do ano”.

 

O toque do Shofar

Feito geralmente de chifre de carneiro, o shofar é o principal símbolo de Rosh haShaná. É a partir do nome de seu toque (truá) que a Torá se refere ao chag. Apesar de ser uma tradição muito popular escutar o shofar ao fim do serviço de Iom Kipur, ele é originalmente ligado a Rosh haShaná, e ouvir seu toque na manhã do Ano Novo Judaico é a principal mitsvá da data. No total, são emitidos 100 toques em cada dia da festa.

Os toques do shofar são classificados em três tipos, sendo alternados em grupos diferentes e divididos em quatro momentos: um antes do início da reza de Mussaf e os outros três no decorrer da mesma reza.

Os três tipos de toque são:

  • Tekiá: uníssono e prolongado;
  • Shevarím: três toques consecutivos em um só fôlego, com intervalos muito curtos;
  • Truá: sequência de nove a quinze toques muito curtos, executados num só fôlego.

A Torá não dá nenhuma razão especifica para a mitsvá de ouvir o toque do shofar, porém as interpretações rabínicas sugerem que o som do instrumento mexe com nossos sentidos, servindo como um lembrete para olharmos dentro de nós mesmos e nos arrependermos dos pecados do ano passado. Em resumo, o shofar é como um alarme que nos desperta para a necessidade de fazer teshuvá.

Em Rosh haShaná lemos o trecho da Akedat Itzhak (Sacrifício de Isaac) e o shofar se relaciona ao carneiro que Abraão acabou sacrificando no lugar de Isaac. O trecho também representa as dificuldades que passamos em nossas vidas, e que devemos vencer, assim como Abraão e Isaac as superaram.

Conceitos importantes

Beit Haknesset: sinagoga                                                             Rosh Hashaná: ano novo

chalá agulá: pão trançado redondo                                       shaná tová: Bom ano!

dvash: mel                                                                                        kartissei brachá: cartões com bênçãos

shofar: chifre de carneiro                                                            rosh shel dag: cabeça de peixe

tapuach: maçã

 

 

Culinária

BOLO DE MEL “SHANÁ TOVÁ”

 Ingredientes:

  • 4 ovos separados ·   1 copo de chá preto ou mate
  • 1 col. (café) de café solúvel dissolvido no chá                 ·   1 copo de mel (não muito espesso)
  • 1 copo de óleo ·   1 copo de açúcar
  • 2 colheres (sobremesa) de fermento em pó ·   1 col. (sobr) de bicarbonato de sódio
  • 1/2 kg de farinha de trigo ·   raspas de 1 limão

 

 Modo de Preparo:

Bata as claras em neve e reserve. Bata as gemas com o açúcar até formar um creme. Acrescente o óleo, o mel e os ingredientes secos peneirados juntos. Incorpore as claras em neve fora da batedeira. Despeje a massa em forma retangular untada e enfarinhada. Leve ao forno pré-aquecido a (180ºC) por 25-30 minutos.

Faça a cobertura com chocolate meio amargo derretido em banho-maria.

 

BOLACHAS DE MEL                                                  

Ingredientes:

– 3½ copos de farinha de trigo                                         – 1 gema

– 1 colher de chá de Royal                                                – ¾ copo de mel

– ¾ copo de açúcar                                                            – 1 c.c. de casca ralada de 1 limão

– 1 ovo                                                                                  – 1 colher de chá de canela

– Pitada de sal                                                                     – ½ copo de óleo

 

Modo de fazer:

Mistura – se, todos os ingredientes juntos até que a massa fique lisa e macia. Faça pequenas bolas, coloque numa forma untada com óleo e asse em forno na temperatura média por aproximadamente 20 minutos.

 

 

CHALÁ AGULÁ

(2 chalot tamanho médio ou 8 pequenas ou 16 menores)

Ingredientes

 

– 25 gr. de fermento fresco (aprox. 3 col. sopa cheias)              – açúcar (5 col. sopa)

– ½ kg de farinha de trigo                                                                 – 1 colher pequena sal

– 1 ovo                                                                                                  – 1 xícara cafezinho de óleo

– 1 xícara de chá de água

 

Modo de fazer:

Misturar o fermento com o açúcar, acrescentar a farinha, o sal e continuar misturando. Acrescentar o ovo, o óleo e por último a água. Deixar a massa coberta descansar até crescer (2 horas), fazer rolinhos e enrolar redondo. Pincelar ovo em cima e jogar um pouco de gergelim. Untar a forma com óleo e assar por aprox. 20 min.