Publicado em 27.03.2018 - Festas e comemorações - Sem comentários

LAG BA’OMERLag Ba’omer é o trigésimo terceiro dia da contagem do omer. A contagem dos quarenta e nove dias, que começa no 2º dia de Pessach e termina em Shavuot, é denominada sfirat haomer, ou seja, a contagem do omer. A primeira contagem realizada por nosso povo ocorreu na saída do Egito, sendo motivada pela forte ansiedade com que esperavam para receber a Torá.

Bar Kochva

A revolta de Bar Kochva, que comandando um grupo de jovens judeus, conseguiu libertar Jerusalém do jugo do imperador Adriano. Os romanos, porém, acabaram derrotando o líder judeu e seus homens.

Atualmente, contamos estes dias como preparação para recebermos, ‘novamente’, a Tora. Por que o trigésimo terceiro dia (Lag) do omer foi ressaltado? Na época após a destruição do 2º Beit Hamikdash, aconteceu algo trágico em meio à contagem, associado ao Rabi Akiva e seus discípulos. O famoso Rabi Akiva contava com 24.000 alunos. Por uma série de razões, discutiam e não viviam em harmonia, não se respeitando mutuamente. Então, uma praga espalhou-se durante os dias da contagem e muitos deles morreram. Bnei Israel lamentaram a perda de tantos sábios, mas, no trigésimo terceiro dia do omer (aos 18 de Yiar), a praga se dissipou. Este dia, portanto, tornou-se festivo. Nas sete semanas de sfirat haomer, são proibidas atividades alegres, tais como casamentos, escutar música, entre outras, exceto em Lag Ba’omer, quando voltam a ser permitidas.

Neste dia, lembramos também de Rabi Shimon Bar Iochai, um dos discípulos de Rabi Akiva, que ficou escondido dos romanos numa caverna, por treze anos, estudando Tora. Autor da obra sagrada denominada Zohar, que nos revela muitos segredos da Tora, este Rabi faleceu em Lag Ba’omer. Sabendo que sua missão neste mundo já estava terminada, pediu que este dia fosse celebrado com muita alegria. Muitas velas são acesas nas sinagogas e costuma-se acender uma grande fogueira, em sua homenagem. As crianças são levadas a passeios pelos bosques e campos, para brincarem com arcos e flechas de madeira, lembrando a época em que os alunos do Rabi Akiva saíam aos campos, aparentemente para jogos e brincadeiras, para poderem estudar a Tora em paz, longe dos romanos. Desta maneira, Lag Ba’omer tornou-se um dia em memória de Rabi Shimon Bar Iochai.

 

Conceitos importantes

chetz vakeshet: arco e flecha                         talmidim: aluno(s), discípulo(s)

medurá: fogueira                                           charuvim: alfarrobas

esh: fogo                                                        etz: árvore

romaim: romanos                                          tiul: passeio, excursão

meará: caverna

 

Culinária:

– Na fogueira:

  • Milho
  • batata doce
  • batata inglesa
  • cebola