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PROPOSTA
A Escola Israelita na pós-modernidade

Em 1996, a UNESCO definiu algumas metas para a Educação mundial no terceiro milênio: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.

Estes são quatro pilares que devem sustentar o processo educativo de um mundo em que o dinamismo, a prontidão, a criatividade e principalmente a habilidade de viver e conviver em grupo e equipes são exigências do meio social.

Inteligência é a capacidade de adaptação ao meio, portanto, deve-se buscar condições para adaptar-se a esta situação em que o mundo está aberto 24 horas, em que o instantâneo comanda as ações, em que as diferenças culturais vão se perdendo frente ao discurso da globalização, enfim, um mundo onde foram produzidas mais informações nas últimas 3 décadas que nos últimos 5000 anos.

Este é o mundo que as novas gerações estão recebendo como herança! A escola, como representante, como espelho do funcionamento social, recebe as interferências e faz um movimento de adaptação às novas expectativas e às novas gerações.

A Escola Israelita Brasileira Salomão Guelmann, embora portadora de conhecimentos de 5764 anos, através da Cultura Judaica, se transforma, se adapta aos quatro pilares defendidos pela Unesco.

Para isto, desde 1995 vem definindo metas, programas, metodologias e recursos que respondam à necessidade de educar uma geração que saiba identificar problemas, formular perguntas pertinentes, encontrar informações, saiba tanto concluir como transmitir as conclusões. Porém, este sujeito desejado, não é um programa para o futuro, este sujeito é um ser Humano que também na escola aprende a ser Humano, desenvolvendo sua possibilidade de amar, respeitar, cooperar, perdoar...

O processo educativo não é algo que se avaliará no futuro como um produto ao final de sua produção. Este processo implica os tempos do passado, presente e futuro. É uma construção interminável, em constante movimento dialético, na qual aprender é relação, é convivência, é conflito em várias dimensões (cognitiva, afetiva, funcional, espiritual).

A tarefa pedagógica da Escola Israelita Brasileira Salomão Guelmann tem sido desenvolvida através desta concepção de Homem e de Mundo e, para isto, tem utilizado recursos que respondam a esta concepção. Não defendemos uma metodologia específica e, sim, uma mentalidade de escola que se constitui como espaço social de convivência.

Esta concepção é chamada de HORAÁ MUT'EMET, ou educação para a diversidade. É um conceito que prevê em sua essência a coexistência das diferenças, uma vez que reconhece a diversidade, assim como acredita que não há fractais iguais, não há nenhum grão de gelo (de neve) igual. Sendo assim, também não existem indivíduos iguais.

Para reconhecer a diversidade, a escola, em seu espaço físico, também tem que revelar esta concepção. Sendo assim, a equipe pedagógica vem construindo o jeito Salomão Guelmann de fazer o Horaá Mut'emet, atendendo à diversidade aqui presente, transformando o ambiente físico em um ambiente educativo, que possibilite um movimento dos aprendizes e ensinantes, assim como no mundo em que vivemos, movimentado de idéias, de tecnologia, de informações, valorizando a capacidade de pensar criticamente cada uma das idéias, de exercitar a leitura nas entrelinhas, de perceber as mensagens subliminares contidas em todo este movimento.

Este ambiente educativo é composto de móveis que permitem várias articulações, de diversas fontes de informação, mas também privilegiando as fontes originais; várias tecnologias disponíveis, cantos de trabalho, atividades obrigatórias e optativas que estimulam o aluno a exercitar a responsabilidade da escolha, propostas de reflexão, através de processos de auto-avaliação, discussões em plenárias com ênfase no trabalho em equipe, o que possibilita o exercício constante da articulação de diferentes pontos de vista, da construção de argumentos pertinentes, de análise e síntese de temas gerais e específicos.

O papel do professor nesta concepção é o de mediador, de facilitador, de organizador dos conhecimentos, aos quais os alunos têm que ter acesso. O professor prepara os encontros, o ambiente, os instrumentos de avaliação e cria uma atmosfera de continência segura e afetiva.

O momento é de articulação de várias metodologias, o que permite uma releitura de práticas pedagógicas anteriores à década de 80, mas que foram precursoras do futuro que hoje é presente.

Esta tem sido nossa práxis, exercitada por uma equipe pedagógica em permanente processo de formação acadêmica e pessoal.


 


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