O CALENDÁRIO JUDAICO

Vocês podem perguntar: para que serve o calendário hebraico se, diariamente, usamos o calendário gregoriano?

Não é difícil de responder: – Para lembrar as datas importantes das festividades judaicas, saber com antecedência o dia de nosso aniversário, para indicar o dia do Bar e Bat mitsvá e outros acontecimentos relacionados com nossas vidas como judeus.

O calendário hebraico é mais antigo que o gregoriano; existe há mais de 3300 anos, quando D’us mostrou a Moisés a Lua Nova, no mês de Nissan, duas semanas antes da libertação dos filhos de Israel do Egito e o seu início se refere à criação do mundo. A partir dessa época, o povo judeu recebeu um calendário especial, diferente dos outros já existentes.

De que modo este calendário se distingue? O calendário hebraico possui os seus meses definidos pelas fases da lua, e o seu ano, pelas estações, regidos pelo sol. Daí dizermos que o calendário judaico é luni-solar.

O mês lunar compreende o tempo que decorre de um Novilúnio até o próximo, consistindo de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 3,33 segundos. Como é impossível incluir num mês períodos fracionados como meios dias, horas e minutos, calculamos normalmente os meses de 29 e 30 dias, alternadamente.

Mas, conforme já verificamos, os períodos lunares abrangem além das 12 horas referidas, também uma fração de cerca de 44 minutos. Surge então a necessidade de resolver este problema adicional. Para solucionar essa questão, adiciona-se ou subtrai-se um dia em determinados anos. Quando tudo parece resolvido satisfatória e acertadamente, ainda é preciso a ajuda da matemática, pois as dúvidas continuam.

Como já mencionamos, o calendário hebraico baseia-se nas fases da Lua, diferente do calendário gregoriano que segue a rotação do Sol. Afirmamos também que podemos ter 29 ou 30 dias em cada mês do calendário hebraico, mas nunca menos ou mais.

Um ano no calendário judaico tem 354 dias; ou seja, o ano lunar tem onze dias menos do que o ano solar, que tem aproximadamente 365 dias.

Se por acaso nos ocorre perguntar: qual é a importância disto? Aconteceria o seguinte: as festividades, neste caso, caminhariam para trás, cerca de onze dias em cada ano, até que a festa de Pessach, que deveria ser celebrada na primavera (considerando as estações em Israel), cairia no meio do inverno; e Sucot que é no outono, seria em pleno verão, etc. Porém a Torá nos exige comemorar cada festividade na respectiva estação; por isso não ignoramos o sistema solar que determina as quatro estações do ano e não podemos deixar os onze dias e as frações para trás.

A solução é fazer com que estes se acumulem até inteirar um mês, quando então adicionamos esse mês ao ano lunar. Assim é que nestes referidos anos temos dois meses de Adar: Adar I e Adar II.

Os nomes dos meses têm origem babilônica, e foram introduzidos pelos israelitas durante o Exílio da Babilônia. NISSAN, IYAR, SIVAN, TAMUZ, AV, ELUL, TISHREI, CHESHVAN, KISLEV, TEVET, SHEVAT, ADAR.

Na Torá, os nomes dos meses não são citados e são indicados pela ordem (1º mês, 2º mês, etc.)

Obs.: As comemorações ocorrem sempre na mesma data do calendário hebraico. As datas correspondentes no calendário gregoriano é que variam…